Sustentabilidade  16/02/2026 | Por: Redação

ABIQUIM

Indústria química lidera norma pioneira do Selo Verde Brasil

Norma voltada aos polímeros de eteno de fonte renovável inaugura o conjunto de instrumentos técnicos que dará sustentação ao programa


A Comissão de Estudo de Sustentabilidade de Produtos Químicos, vinculada ao Comitê Brasileiro de Química da ABNT (ABNT/CB-010), concluiu com êxito os trabalhos de elaboração da norma ABNT NBR 17283 - Sustentabilidade de produtos químicos - Critérios ambientais, sociais e de governança - Polímeros de eteno de fonte renovável, que integrará o Programa Selo Verde Brasil, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desenvolvimento da norma – que entrou em consulta pública no dia 06 de fevereiro e ficará disponível para receber contribuições até o dia 09/03/2026 - contou com a participação ativa de empresas associadas da Abiquim, de empresas não associadas do setor, além de representantes do MDIC, Inmetro, Abiplast e da equipe técnica da Abiquim, em um processo colaborativo e tecnicamente consistente, conduzido no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 

Esta será a primeira norma técnica do Programa Selo Verde Brasil a ser concluída, consolidando o protagonismo da indústria química brasileira no projeto-piloto da iniciativa. Enquanto outras normas, tanto do setor químico quanto de diferentes segmentos industriais, seguem em discussão, a norma voltada aos polímeros de eteno de fonte renovável inaugura o conjunto de instrumentos técnicos que dará sustentação ao programa.

Ao estabelecer critérios ambientais, sociais e de governança aplicáveis a esses produtos, a norma passa a compor o arcabouço técnico de referência do Selo Verde Brasil, oferecendo bases objetivas para a avaliação da sustentabilidade de produtos e para a promoção de práticas produtivas alinhadas às diretrizes do programa.

O Selo Verde Brasil assume relevância estratégica ao estabelecer um mecanismo de reconhecimento formal para produtos sustentáveis, ampliando sua visibilidade e competitividade nos mercados nacional e internacional, além de criar referências para compras públicas, investimentos e iniciativas alinhadas a critérios ESG.

A conclusão desse trabalho reforça o papel importante da indústria química na transição para uma economia de baixo carbono, evidenciando atributos como a menor pegada ambiental dos produtos fabricados no Brasil, o uso de energia mais limpa e a incorporação de critérios ESG em consonância com padrões internacionais.